Editorial

UM NOVO ANO LETIVO... COM AROMA E SABOR!

 

O ano letivo está a iniciar e as opiniões dividem-se face à pandemia, tema dominante nas conversas e comunicação social. Fala-se sobre as adversidades e adaptações necessárias, os contratempos e atitudes razoáveis, as preocupações e a confiança na prevenção, sabendo, no entanto, que o mais relevante é aprender a viver com serenidade e transmitir segurança, ensinando que «O obstáculo é o caminho» e há que o saber percorrer.

As medidas preventivas e a responsabilidade individual são garantia de que o ser humano pode e é capaz de contornar as dificuldades e tem capacidade para enfrentar os riscos, desempenhando a Escola um papel fundamental na formação global da comunidade educativa.

A forma como se encara o problema está relacionado com a atitude que cada um tem perante a vida, como se verifica no exemplo a seguir.

«Uma rapariga lamentava-se ao pai sobre a sua vida e sobre como as coisas eram difíceis. Cada vez que resolvia um problema, surgia outro. Não sabia como fazer para continuar e estava quase a dar-se por vencida - estava cansada de lutar.

O seu pai, cozinheiro, levou-a ao seu posto de trabalho. Lá, encheu três panelas com água e pô-las no fogão. Quando a água começou a ferver, numa panela pôs cenouras, noutra ovos e noutra grãos de café. Deixou a água ferver sem dizer nada à filha, que esperava com impaciência. Passados poucos minutos, apagou o fogão.

Tirou as cenouras e colocou-as num prato.

Tirou os ovos e colocou-os noutro prato.

Finalmente, filtrou o café e colocou-o numa caneca.

Olhando para a sua filha disse:

- Querida filha, queres cenouras, ovos ou café?

A rapariga não percebia...

Foi então que o pai pediu que se aproximasse e que tocasse nas cenouras. Ela tocou-lhes e viu que estavam moles. Depois, o pai pediu que partisse um dos ovos e enquanto tirava a casca do ovo percebeu que estava cozido. Foi então que o pai lhe pediu que bebesse o café e ela sorriu, enquanto saboreava o aroma rico e perfumado.

Então, o pai explicou:

- Estes três elementos enfrentaram a mesma adversidade, a água a ferver, e reagiram de maneira diferente: a cenoura era forte, dura e difícil de partir mas, depois de ter passado pela água a ferver, ficou mole e fácil de desfazer. O ovo chegou à água, frágil e a sua casca protegia o interior delicado, mas depois de ter estado na água a ferver, ficou duro. Já os grãos de café são únicos; depois de estarem na água a ferver, mudaram a água e deram-lhe sabor.

Qual destes elementos queres tu ser, filha?-perguntou. Quando a adversidade te bate à porta, como respondes?» («Toda uma Nova Vida», Lucia Giovannini)

 

Como escolhemos comportarmo-nos perante a água a ferver da vida?     

Escolhemos ser uma cenoura que parece forte, mas quando surgem os problemas fica frágil e perdemos toda a energia?Queremos ser um ovo que começa com um coração maleável e bom, mas que, depois de um problema, assume um comportamento endurecido sempre pronto a criticar?

Ou queremos ser como os grãos de café?

O café alterou o sabor da água e deu-lhe um aroma agradável.

É este o grande desafio para este ano letivo, prevenir e adaptar sem desorientar, discernir e prosseguir apesar das contingências.

BOM ANO LETIVO!

Equipa FGNotícias

Cristina Ferreira

Paula Soares da Costa

 

 

ENTRE O HOJE E O AMANHÃ

 

«Virá depois o tempo de crescer

Por agora ensinamos.

 

Virá depois o tempo de colher

Por agora semeamos.

 

Virá depois o tempo das certezas

Por agora perguntamos.

 

Virá depois o tempo de chegar

Por agora caminhamos.

 

Virá depois o tempo de sermos os melhores

Por agora aprendemos.

 

Virá depois o tempo de conquistar

Por agora construímos.

 

Virá depois o tempo dos heróis

Por agora lutamos.

 

Virá depois o tempo de cantar a paz

Por agora acreditamos.

 

Virá depois o futuro melhor

Por agora vivemos o tempo possível.»

Rito Dias (Adaptado)

 

Aproximam-se as férias e os espaços ao ar livre, a praia, o campo e até a nossa casa são convidativos ao lazer. Depois de um período muito trabalhoso, não ter horários ou, simplesmente, não pensar é uma necessidade que todos sentem neste momento.

Para a equipa do nosso jornal também foi tempo de trabalhar arduamente para crescer e amadurecer as ideias até sentir que conseguimos subir um patamar na inovação e na mudança, igual à que também desejamos para a nossa vida.

Precisamos de parar para dispormos de um tempo que nos permita refletir entre o que temos hoje e o que desejamos para amanhã. Entre o hoje e o amanhã há que discernir, repensar e, sobretudo, acreditar que tudo é possível quando temos vontade e somos positivos.

Como gostamos de exemplificar com histórias, terminamos com esta:

«Uma grande empresa de calçado desenvolveu um projeto de exportação de sapatos para uma determinada região. Por isso, enviou dois dos seus técnicos para estudarem o mercado tendo em vista um bom negócio.

O primeiro, depois de alguns dias de observação, enviou para a empresa esta mensagem:

- Senhores, não vale a pena exportar sapatos para este país. Aqui ninguém usa sapatos!

Sem saber desta informação do colega, uns dias depois, o segundo técnico enviou também uma mensagem à empresa onde dizia:

- Senhores, tripliquem a exportação de sapatos. Aqui ainda ninguém usa sapatos!

Na empresa comentou-se como a mesma situação era para um, um obstáculo e para outro uma oportunidade e foi decidido avançar com o negócio.»

Os tristes dizem que o vento geme, os alegres dizem que ele canta. Vamos viver com otimismo e aproveitar as oportunidades, sem lamentações, mas com projetos e vontade de vencer.

Pedimos a toda a comunidade educativa que leia e divulgue o jornal do Agrupamento Dr. Flávio Gonçalves, o FGNotícias, e se torne nosso assinante, recebendo as publicações em tempo real. Neste jornal podem aceder ao site da Biblioteca Escolar que dispõe de livros digitais, e-books, para leitura online durante as férias.

Vamos avançar com novos projetos, vamos melhorar continuamente e trabalhar para termos uma escola de sucesso.  

«SE QUERES VER O ARCO-ÍRIS, TENS DE AGUENTAR E DEIXAR PASSAR A CHUVA»

(Dolly Parton (atriz e cantora))

              

BOAS FÉRIAS!

 

Equipa FGNotícias

Cristina Ferreira

Paula Soares da Costa

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2021... E AGORA?

2021 foi provavelmente o ano mais aguardado de sempre!

Marcado por ter a difícil missão de ocultar o desastre que caracterizou fortemente o ano de 2020, muitos veem nele a recuperação e o acordar de tudo o que permanece, por enquanto, num estado de estranha letargia. Confirma-se?

Na minha opinião, ainda estamos a meio do longo túnel que desejamos percorrer, apesar de conseguirmos vislumbrar uma réstia de luz lá longe, bem longe.

Com muita cautela e determinação, poderemos ser ofuscados pelo raio luminoso mais belo e desejado por qualquer ser humano presente no mundo. Penso que a constituição do milagre em forma de feixe de luz é bastante interessante. Felizmente, existem elementos necessários para o sucesso nesta guerra que travamos contra o bicho, cujo componente principal de esperança adquire o nome de vacina. Algo que, segundo os entendidos, nos pode tirar desta trama quase surreal, digna de um filme de terror. Todos devemos depositar uma enorme confiança naquela que é, provavelmente, a forma mais segura de defesa que alguma vez tivemos, para além de ser o único postigo na sala em que nos trancaram por tempo indeterminado.

Assim, não podemos dar espaço ao desânimo e angústia, lutando e persistindo na frente de combate, de forma a vencer esta longa e penosa guerra. E prosseguimos, confiantes, esta maratona que está a quilómetros de acabar.

Resta-nos a esperança, a perseverança e a manutenção da alegria para que, lentamente, possamos chegar aos “Loucos Anos 20” do século XXI. É tudo o que queremos!

 

Afonso Amorim 9º A

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«RECOMEÇA...


Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.»


Poema de Miguel Torga

Vivemos, nestes dois meses, momentos de dúvida, ansiedade e confinamento, por isso, ao recomeçar a vida social, valorizamos os afetos, a família, o trabalho e o lazer. Sobretudo, damos mais importância à VIDA e ao desejo de viver. A pandemia mudou a vida dos cidadãos e o seu dia a dia  e é preciso ter e dar esperança, pois, quando termina a tempestade, há sempre um arco íris no céu. Tomemos como exemplo esta pequena história:
«Internada numa enfermaria para doentes graves, a paciente olhava frequentemente através da janela, esperando pela recuperação. [...] as folhas das árvores iam mudando de cor.
[...]A mulher, muito doente, disse:
- A última folha. Quando cair a última folha, eu irei morrer.
A mulher estava tão fraca que, com dificuldade, erguia a cabeça para olhar para a janela. No fim, sobre uma árvore, ficou apenas uma folha. A mulher via-a nitidamente da janela da clínica.

Uma noite, uma grande tempestade varreu a cidade, derrubando árvores, semáforos e cartazes publicitários. A mulher sentiu que tinha chegado o último dia. Olhou para a janela e viu o milagre: a última folha ainda estava ali. Encheu-se de esperança. Se a frágil folha conseguiu resistir à violenta tempestade, também ela poderia vencer a doença. Mas foi só quando recuperou e os médicos a declararam curada é que ela soube que, naquela noite de tempestade, o marido tinha pintado a folha no vidro da janela. E foi assim que não deixou morrer a esperança».
Perante este novo paradigma de vida social, com a certeza de que nada vai ser igual, vamos recomeçar com muita esperança e com um novo formato do nosso jornal online. Para além da renovação visual, pretendemos um espaço mais amplo de informação, opinião e atualidade, onde toda a comunidade educativa possa colaborar e contribuir, de forma positiva, para que o futuro dos nossos jovens seja promissor. Basta pintar um arco íris na nossa vida e ter esperança!

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Equipa do FGNotícias

Prof.ª Cristina Ferreira

Prof.ª Paula Soares da Costa